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  Notícias Fonte: Assessoria de Imprensa Deputado Fabio Porta  

A emigração, parte viva da Unidade Italiana

Um comentário do Deputado Fabio Porta sobre o debate em andamento sobre “emigração na escola” e “150 anos de unidade da Itália”

Roma, 15 de setembro de 2009

A comemoração do 150º aniversário da Unidade da Itália pareceria estranha e discutível se, nas manifestações programadas, a experiência da emigração italiana fosse ignorada ou considerada de modo residual. A emigração é o sulco mais profundo que marcou a sociedade italiana e, ao mesmo tempo, um dos fatores mais concretos da projeção do País no mundo, de modo que não se compreenderia a Itália moderna se não se levasse em conta a incidência que as migrações tiveram e continuam a ter.

O Sub Secretário Mantica fez bem, portanto, em chamar a atenção sobre a exigência de uma adequada consideração sobre esse aspecto da história nacional, mesmo que tivéssemos preferido que uma proposta nesse sentido tivesse sido feita pelo Conselho dos Ministros como tal e não pelo titular de uma cadeira específica, obrigado a – como se costuma dizer – colocar uma peça.

No mérito das propostas, que o Sub Secretário preferiu conferir ao jornal de seu partido ao invés de discutí-las em uma sede institucional mais adaptada, gostaria de tentar fazer algumas considerações.

É verdade no entanto que, após a massacrante propaganda ressurgimental feita na escola italiana até anteontem e até mesmo ontem, parece que o vento agora repentinamente mudou: a nostalgia dos estados pré unitários cruza com a evocação pós unitária e parece crescer dia a dia. Esperamos, porém, que não sejam necessárias indiretas. Os nostálgicos pré unitários e os arquitetos pós unitários estão quase todos em áreas políticas e culturais muito próximas a Mantica e à atual maioria, por isso, talvez, fosse preferível iniciar abertamente um confronto histórico ideal sério, preferencialmente a confiar em um livro de texto sobre a Unidade Italiana, que deverá ser “obrigatoriamente” adotado nas escolas, com boa paz da autonomia escolástica sancionada em lei.

Além disso, é mesmo verdade que na escola italiana fala-se pouco e mal da emigração. Mas, sinceramente, parece-me estranha a solução de fazer um concurso sobre emigração nas escolas italianas no exterior. O Sub Secretário sabe quantas são as escolas italianas no exterior? Ou talvez tivesse a intenção de referir-se às sedes onde são ensinadas a língua e a cultura italiana? Seja qual for o caso, não seria preferível reforçar no exterior o conhecimento da nossa história na Itália e na Itália, o conhecimento daquilo que os italianos conseguiram fazer no mundo?

Se é certo esse direcionamento, então me permito lembrar que está no Parlamento há muitos meses, sem que o governo dê sinais de interesse, uma proposta de lei apresentada por mim e por outros trinta deputados de cada frente política, na qual propõe-se incluir nos projetos nacionais de formação o estudo da emigração italiana, na grade multidisciplinar, enquadrada no grande contexto das migrações contemporâneas. A proposta insere-se no mecanismo de autonomia reservado pela lei a cada instituto de formação, e comporta obrigações financeiras muito reduzidas compatíveis com os prazos.

Ao invés de projetar a comemoração do 150º aniversário da Unidade em uma dimensão puramente comemorativa, não seria o caso de estabelecer alguma premissa séria e concreta para que aquela unidade que um dia foi de poucos possa tornar-se verdadeiramente de todos, seja daqueles que correm o risco de não encontrá-la no caminho de sua formação seja daqueles que tiveram que tornar-se cidadãos de outros Países e protagonistas, também, de outras histórias?

 

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